domingo, 6 de março de 2016

Vamos lá começar a falar inglês


Há uns anos atrás, que ninguém me falasse em aulas de inglês. Tinha as minhas aulas (obrigatórias) no colégio, tinha o apoio extra-aulas (praticamente obrigatório), e chegava-me perfeitamente para me deixar consumida. E é claro que o facto de ter uma professora que ficava a dever bastante à simpatia e à compreensão também não ajudava. Mas lá fui levando o meu inglês até ao limite, dentro do que me era possível. Deu para me safar com um 15 no final. Conseguia desenrascar umas frases em caso de necessidade.
Acabei por me aperceber que o inglês faz mais sentido do que aquilo que era suposto. Cheguei à universidade e tinha direito a documentos em inglês que era suposto eu consultar/ estudar. Fui de erasmus e tinha todo um grupo de pessoas que em vez de falar italiano, falava o inglês. Até na minha residência universitária me deparava com pessoal que vinha de fora para a minha universidade a falar inglês. E aos poucos fui-me arrependendo de não me ter esforçado na altura certa.
E como agora já não tenho uma vida tão stressante a nível de trabalho, e como já tenho possibilidades económicas para pagar um instituto de inglês, decidi investir nisso.
"E não, não é para emigrar. " - É a resposta que tenho de dar a toda a gente desde que anunciei ao mundo que ía recomeçar a aprender inglês.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Recomeços


Não, ainda não emigrei. E também não foram os meus 22 anos que me fizeram deixar de frequentar estas bandas. Mas a verdade é que a vontade de escrever não tem sido muita nos últimos tempos, o que espero que venha a mudar entretanto.
Talvez tenha sido o facto de a minha vida ter sofrido algumas alterações. Foi o part-time que passou a full-time, foi a partida da minha melhor amiga para outro país durante meio ano, e foi um quase desconhecido que se tornou numa das pessoas mais importantes da minha vida.

Hoje estou feliz. Pela primeira vez na minha vida, depois de muito tempo, estou verdadeiramente feliz. E espero que não seja só uma fase.

domingo, 6 de dezembro de 2015

sábado, 5 de dezembro de 2015

Aquele dia do ano


E chegou finalmente o dia da minha festa de aniversário!
(O aniversário propriamente dito é só amanhã)

A minha avó todos os anos me diz que não percebe o motivo de eu fazer o jantar no dia anterior ao que é suposto. Não faz sentido. Até porque desse modo tenho de esperar até à meia noite para festejar e essa é a hora a que as meninas já têm de estar em casa.

Mas adiante, e já o disse aqui, este é um dos meus dias favoritos do ano. Não por ter uma mesa cheia de gente a cantar-me os parabéns, até porque eu odeio essa parte - fico sempre sem jeito, sem saber o que fazer, nem por ter pessoas que geralmente nem se lembram que eu existo no resto do ano a mandarem-me mensagens. Gosto deste dia por poder ter os meus amigos todos juntos, comigo. Mesmo que isso implique que tenham de cantar aquela música em uníssono. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Eu é que não devia gostar tanto da Zara


Sabe-se que o Natal já está aí à porta quando se começam a ver multidões de pessoas no shopping em horas que habitualmente estariam mortas.
Hoje fui à Zara numa dessas horas. E na fila, à minha frente, estava um homem a fazer uma compra de cartões de oferta para oferecer no Natal. Não sei quantos levou, mas vi-o a pagar 950€ em notas de 20€. E devo dizer que fiquei com inveja, porque era uma daquelas prendas com potencial para me deixar feliz e satisfeita por algum tempo.
Acho que o meu pensamento, tal como o de toda a gente que estava na fila provavelmente, foi que aquele homem (pai de família e com bom aspecto, diga-se de passagem) deve ter várias mulheres para agradar na noite natalícia, sejam elas a esposa, a mãe, a sogra ou a irmã. E vai conseguir. Vai mesmo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Uma vez estagiária, para sempre estagiária!


A vida de estagiária já lá vai, espero eu que por um bom tempo. Mas ainda me sinto estranha no papel de enfermeira/profissional. Foram tantos anos a sentir-me a sombra de algum orientador ou a ser dependente de alguém para fazer quase tudo, que agora torna-se estranha a ideia de ser eu a responsável por qualquer coisa que faça, ou até por gerir o meu próprio tempo no emprego.
Até coisas simples como ir tomar café com os meus colegas de trabalho ainda me parecem surreais. Não é que eu me sinta deslocada, porque tive a sorte de apanhar pessoas (aparentemente, e após poucas horas de convivência) fantásticas. Mas ainda não me sinto colega deles. Sinto-me estagiária.

À parte disso, hoje ao conhecer a equipa descobri que vou trabalhar com um médico que trabalhava num centro de saúde de uma freguesia perdida numa cidade aqui ao lado onde eu estagiei. Este mundo é tão pequeno!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sentido de orientação: 0. Não, -1


Hoje tive uma formação no Porto às 10h da manhã. Ou seja, tive de percorrer o Porto em hora de ponta para chegar a um edifício que eu não fazia ideia de onde ficava às 10h da manhã. E estava tudo a correr muito bem, até o meu GPS deixar de funcionar a meio do percurso. Caldo entornado. Acabei por sair da auto-estrada onde não devia, e andei por lá perdida mais de 20 minutos. Ainda liguei ao meu pai mas eu nem indicações estava capaz de perceber. O que me salvou foi o meu GPS decidir dar-me tréguas por uns minutos, pelo menos até conseguir chegar ao destino.

E antes de abandonar a minha cidade favorita, ainda tive oportunidade de levar com uma senhora super simpática que bateu super agressiva no meu vidro do carro porque eu tive que ocupar um bocadinho da passadeira num cruzamento. Haja bom feitio logo pela manhã! 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

E parece que a minha sorte começou finalmente a mudar


Não arranjei propriamente o emprego dos meus sonhos mas arranjei um part-time na minha área com possibilidade de passar a full time.
E não vou ganhar uma fortuna. Aliás, vou-me lançar na onda dos recibos verdes apesar de ainda nem saber exatamente como isso funciona.
Mas fiquei tão feliz! Estava mesmo a precisar de uma notícia assim!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Se calhar na Índia tinha sorte ao amor


Acho que já o disse várias vezes mas depois de ter feito Erasmus comecei a olhar para as diferenças culturais de forma diferente. Não é que me achasse racista ou xenófoba, mas se calhar não era capaz de conversar abertamente com um indiano ou com um árabe como hoje sou capaz de o fazer. Isto porque enquanto estudante de Erasmus tinha oportunidade de conviver com pessoas de todos os países, não só da Europa, e enquanto estagiária de enfermagem num hospital em Génova tinha a necessidade de o fazer porque uma parte dos meus pacientes eram de outras raças. Já nem falo da minha rua que, se fosse a contabilizar, poucos italianos tinha lá a morar.
Isto tudo para dizer que no meio daquela gente toda, os que mais me surpreenderam foram os indianos. Não posso dizer que tivesse uma opinião muito formada acerca deles. Acho que fazia como grande parte das pessoas quando ía na rua e vinha algum deles ter comigo a tentar vender alguma coisa - virava costas. Mas em Itália apesar de termos esses que nos importunavam a vender flores ou selfie sticks, pudemos conhecer os outros indianos - aqueles que contra todas as expectativas decidiram estudar e ter uma vida diferente daquela que lhes estava garantida.
Conheci um em especial com quem mantive contacto depois de regressar a Portugal. É, acima de tudo, uma pessoa que admiro imenso pela força de vontade que tem para conseguir sempre o melhor, pelos valores, por não ter receio de ser diferente, e por se ter desligado das origens dele tão cedo ao não se identificar com aquilo que lhe era imposto.

Só não era suposto ele ter dito ontem que está apaixonado por mim desde que me viu pela primeira vez em Itália. Apesar de eu já o saber há algum tempo, preferia continuar sem o saber oficialmente. 

Entrem lá os ladrões!


Eu não vivo propriamente num local de grandes assaltos, pelo menos até à data. E as pessoas por aqui acabam por facilitar um bocadinho devido a isso. Facilitar, no verdadeiro sentido da palavra. 
Só para terem uma ideia, a minha mãe ou a minha avó quando saem de casa nem se dão ao trabalho de trancarem as portas. Dizem elas que só vão ao café ou à mercearia, a distância é curta e não hão-de ser assaltadas precisamente nessa altura. Para além disso, se tiverem de lhes assaltar a casa, assaltam na mesma, e pelo menos assim para além do prejuízo todo, não teriam de estar a trocar a fechadura.  
Adoro os argumentos desta gente.

E espero que não haja nenhum ladrão das redondezas que leia o meu blog.