quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Coisas que passam de geração em geração



Confesso que me sinto uma privilegiada quando ouço a minha mãe a dizer que eu sou e hei-de ser sempre a menina da minha avó. Eu vou ser sempre a neta que ela criou, a neta que ela viu a dar os primeiros passos e a dizer as primeiras palavras, a neta que a foi enchendo de orgulho a cada etapa que foi ultrapassando. E seja em que circunstância for, ela é a primeira a sair em minha defesa. E é a primeira  a tentar resolver-me os problemas, mesmo que seja à maneira dela.

Estes dias acordei coberta de picadas de insecto. E como isso é tão desagradável! Ora, como qualquer avó que se preze, ela tem uma série de soluções antigas para os males que aparecem. Para as picadas de insecto? Acender um fósforo, passar nove vezes em cruz pela área do corpo afetada, e repetir as nove vezes "bicho passou, senhor talhou". Como pessoa da ciência que sou, há coisas em que tenho alguma dificuldade em acreditar, mas desde criança que me lembro de levar com este ritual. Se resulta? Provavelmente vai ser o Fenistil que coloquei depois a fazer o seu serviço. Mas não custa tentar. E a minha avó fica mais feliz por sentir que nós damos valor a estas coisas.

6 comentários:

♥Cat disse...

Estas mezinhas às vezes fazem maravilhas :)
E é bom manter estes laços!

FME disse...

Eu também sou a menina da avó eheh

Catarina disse...

Já somos duas meninas da avó hehe

Teorias d'ela disse...

Que giro ☺

Maria disse...

eu dou imenso valor a essas coisas antigas :)

Amante Japonesa disse...

Eu não acredito nada nessas coisas. Mas elas ficam contentes por acharem que acredito (: