segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Assunto recorrente


Irrita-me que me perguntem constantemente se já arranjei emprego. Irrita-me que me julguem mentalmente por não andar por aí a cair aos bocados com cara de depressiva estando eu desempregada. Irrita-me que tenham assumido automaticamente que indo a Londres seria para ficar lá emigrada, sendo eu enfermeira. E irrita-me ainda mais que a pergunta "Então e já tens emprego" sirva para meter conversa quando há falta de tema.

Eu não estou em casa completamente desocupada nem passo os meus dias deitada no sofá à espera que o meu emprego de sonho me bata à porta. Eu tenho respondido a anúncios e tenho andado a entregar candidaturas espontâneas onde posso. Mas não posso exigir que me empreguem.

E não, não me vão ver com cara de derrotada quando me encontrarem no café ou no supermercado, nem me vão ver limitada à minha freguesia enquanto não aparecer o emprego de que toda a gente fala.

14 comentários:

Catarina disse...

Como te compreendo, força :)

White Raven disse...

Deve ser super irritante, mesmo :( Tenho uma amiga que sofre do mesmo. Boa sorte!

Sofia Ramos disse...

Como eu te compreendo...

A disse...

Imagino o quão frustrante deve ser /: Mas não desanimes, manda calar essa gente chata e boa sorte na procura!

esperto que nem um alho disse...

Sabes aquele provérbio que diz:
O bom julgador, por si se julga.
Essas pessoas, normalmente, são as que deprimem por tudo e por nada. Mesmo que a vida lhes corra bem, elas têm sempre aquela atitude da "comadre" que entra no hospital a gritar:
- Ai que dor quê tenho, ai que dor quê tenho. E sai a gritar:
- Ai que dor quê tinha, ai que dor quê tinha.
Estão sempre mal, mesmo que esteja tudo bem. eheheh

Já passei por cenas dessas. Não como desempregado, mas porque sou doente e me reformei novo.
Pessoas que eu sei que passavam os dias a chorar em frente ao computador e a enviar currículos e queriam, à força, que eu me sentisse deprimido por estar em casa.
Deprimido andei eu, desde os 12 anos, a levantar-me de madrugada e a ficar "encarcerado" 9 horas numa fábrica. Não é agora que sou livre como um passarinho, que me vou sintir deprimido.
Tenho sempre tanto que fazer... ahahah

Teorias d'ela disse...

O importante é que tu te sintas bem! E esquece o que as pessoas perguntam, sei que irrita, mas desde que saibas que estás a fazer a tua parte é o melhor :)

Ricardo Francisco disse...

Estou há dois anos na mesma situação e percebo perfeitamente o que dizes. Detesto quando me fazem essa pergunta como se me tratasse de um falhado. Com certeza não estou assim porque quero, envio curriculos e respondo a anúncios mas é como dizes, "não posso exigir que me empreguem".

Ricardo, The Ghostly Walker.

♥Cat disse...

Força nina!
O mais importante (e mais difícil) é mesmo que não desanimes nem baixes os braços.
Boa sorte!

FME disse...

Isto há pessoas... Acho que estás a ter a atitude correcta e só tens que te sentir bem :)

Charlotte disse...

Estou a passar pelo mesmo.

Vejo que tens aqui tanta gente a apoiar-te e com certeza que se explicares que te sentes mal com isso alguém te irá compreender.
Há sempre alguém no meio daqueles que não hesitam em apontar o dedo que está lá para ouvir e apoiar :)

C disse...

as pessoas são assim, adoram saber de detalhes que nada lhes dizem respeito. o que importa é estares confortável com o que fazes

IceQueen disse...

Eu também ando à procura de um estágio (porque preciso de fazer um para pertencer à minha Ordem profissional; caso contrário, não posso exercer...uma estupidez, portanto) e também não está a ser fácil. É como dizes, se ninguém nos quer, não podemos obrigar a empregarem-nos. Mas, sinceramente, também não me sinto derrotada ou depressiva. Hei-de encontrar qualquer coisa, mesmo que seja um emprego da treta que não tenha a ver com a minha área (parada é que não vou ficar, se isto continuar assim...).

Duquesa disse...

É normal as pessoas fazerem essas perguntas... Se estás concentrada nisso, não podes ligar (:

VerdezOlhos disse...

Fazes tu MUITO BEM! É fácil julgar os outros sem sabermos o que passam, muiot fácil. Difícil é ter um plano, mesmo que ainda meio esboçado apenas, para o que faremos da nossa vida, de como vamos perseguir os nossos sonhos e o que queremos para nós. E apesar das dificuldades, não desanimar, não baixar os braços, é que é difícil. Eu estou numa situação semelhante e sei bem do que falas. Às vezes basta um olhar ou uma expressão para conseguirmos adivinhar como nos julgam mentalmente, ainda que não digam nada... Coragem, muita força e boa sorte. Só nós sabemos o que passámos e passamos e só nós vivemos com tudo o que isso implica todos os dias, minutos e segundos. Ninguém tem o direito de julgar a nossa vida, as nossas escolhas ou as nossas atitudes.
Beijinhos